Origem do Ponto cruz {história}

Ponto de cruz é uma forma popular de bordado em fios contados na qual os pontos no formato de X. O artista conta as linhas da trama do tecido que deve ter a trama uniforme (como o tecido de linho) em cada direção, de modo que os pontos fiquem de tamanho e aparência uniformes. Esta forma de ponto de cruz é também chamado ponto de cruz contato, a fim de distingui-lo de outras formas de ponto de cruz. Por vezes, o ponto de cruz é feito sobre desenhos impressos no tecido; o artista simplesmente faz os pontos sobre o padrão impresso. O ponto cruz também é executado facilmente em um tecido de fios contados chamado de aida (etamine), de modo que as tramas do tecido não precisam ser contadas de fato.

História

O Ponto Cruz originou-se em uma época muito antiga, não existindo relatos precisos do surgimento desse bordado.

Alguns estudos indicam que seu surgimento ocorreu há pelo menos 5.000 anos e outros sugerem que o bordado apareceu com os homens das cavernas.

Acredita-se que o Ponto Cruz pode ter realmente surgido na era pré-histórica e serviria para que as vestimentas com peles de animais fossem costuradas.

Naquela ocasião, eles usavam o osso para fazer as agulhas e a linha era feita a partir de tripas de animais ou fibras vegetais, ou seja, o material disponível no momento.

Nos túmulos dos egípcios foram encontrados restos de linhos, que datam de aproximadamente 5.000 a.C, e que comprovariam que os antigos usavam esse tipo de ponto para cerzir Coser (parte gasta ou rasgada de um tecido) de modo que mal se notem as costuras, suas roupas.

O ato de realizar o Ponto Cruz se reduz a passar um fio de linha de bordar sobre o outro formando uma cruz e repetindo continuamente o movimento até formar um desenho.

Em 850 A.C, na Ásia Central foram encontrados trabalhos completos de Ponto Cruz.

Os motivos multicoloridos e sombreados como conhecemos hoje são um desenvolvimento relativamente moderno, decorrente de padrões sombreados semelhantes de trabalhos em lã de meados do século XIX em Berlim. Além de desenhos criados expressamente para o ponto de cruz, existem softwares que convertem uma imagem, pintura, ilustração ou fotografia em um gráfico adequado para bordar. Um exemplo impressionante está na reprodução em ponto cruz da pintura da Capela Cistina mapeada e executada por Joanna Lopianowski-Roberts.

Os primeiros materiais
No século 16, o bordado em ponto cruz era feito com fios de seda ou de lã sobre tecido de linho. A linha de algodão que conhecemos agora, praticamente não existia, e muito menos sua grande variedade de cores. Por isso, os monogramas não tinham a rica aparência que conquistariam posteriormente. Datam também desta época, os primeiros esquemas, impressos na Alemanha e na Itália, para serem vendidos em toda a Europa. Antes desta iniciativa, a única que se conhece é o livro publicado na França por volta de 1580, La Clé des Champs (A Chave dos Campos), trazendo motivos de flores e animais, além de temas de heráldica. Com os motivos impressos distribuídos largamente, o ponto cruz descobre uma nova vocação: além do uso pedagógico passa a ser adotado também como hobby. Sem dúvida, seu potencial de mercado logo foi notado e os produtores de material para bordar certamente sonhavam em poder oferecer novas cores de fios às habilidosas compradoras. Mas tiveram que esperar o próximo século para isso acontecer.

Atualmente o fio de algodão é a linha de bordar mais comuns. O fio é um fio de algodão mercerizado, composto por seis fios que são levemente torcidos juntos e facilmente separáveis. Embora existam outros fabricantes, as duas mais comuns (e mais antigas) são DMC e Anchor, ambas fabricam fios de bordar desde 1800.

Tendências

Ponto-cruz tornou-se cada vez mais popular com a geração mais jovem do Reino Unido nos últimos anos. A Grande Recessão, crise econômida de 2007-2008, tem visto uma renovação do interesse em artesanato. Varejistas tais como a John Lewis notaram um aumento de 17% de vendas de produtos entre 2009 e 2010. A Hobbycraft, uma cadeia de lojas de venda de materiais para artesanato, também tiveram um aumento de 11% nas vendas em relação ao ano passado.
O tricô e ponto cruz tornaram-se passatempos mais populares para um mercado de jovens, em contraste com a tradicional reputação de ser um hobby de aposentados.

Fontes:
Wikipédia, a enciclopédia livre.